Puerpério: o segundo parto

 

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Foto via saltoaltoemamadeiras.com.br

Lia Costa e Emanuely Miranda

Mariana Brito, estudante, descansa em sua cama. Os olhos pesados repousam sobre o berço logo à frente e se desviam do foco apenas para dar uma ou outra espiada na televisão. Mesmo em seu breve momento de lazer, a mãe direciona atenção para a bebê recém-nascida. Clarice dorme serenamente envolta por lençóis rosas, mas nem tudo na rotina de sua família segue no compasso tranquilo de seus sonhos.

A gravidez de Mariana chegou de surpresa, e todos tiveram que se adaptar à nova realidade. Felizmente, ela recebeu apoio dos parentes e amigos. Entretanto, nem toda ajuda recebida foi capaz de amenizar alguns percalços que chegam junto com a maternidade. Fala-se muito sobre as complexidades e cuidados necessários durante os nove meses de gestação. Pouco se sabe que, após as dores do parto e o primeiro choro do bebê, surgem outras adversidades. A gravidez sai de cena e cede palco para o puerpério.

Trata-se do período que decorre desde o parto até o momento em que o corpo da mulher retornará ao estado anterior. “Nessa fase, o organismo materno experimenta modificações fisiológicas e psicológicas expressivas”, declara o ginecologista Rodrigo Zaiden. Claramente os hormônios da mulher não são os mesmos depois de ter gerado uma vida dentro de si. Os 40 dias pós-parto são a fase mais sensível para intensificar manifestações que vão do baby blues (melancolia da maternidade) até a depressão pós-parto. Esses sintomas podem durar dias e ser atribuídos ao stress de quando “a ficha cai”.

De acordo com a psicóloga Maria Coutinho, essa síndrome atinge metade das novas mães, que lá pelo terceiro e quinto dia geralmente têm remissão espontânea. Cuidado com o puerpério nunca é demais, pois é uma etapa de profundas alterações sociais, psicológicas e físicas. Mais instável que TPM. “Demanda a necessidade de um profundo conhecimento desta etapa na vida feminina, um fator essencial na determinação do limiar entre a saúde e a doença”, alerta a doutora.

Para a doula Adelia Segal, o nascimento dos filhos é apenas o começo de uma vida da qual a mulher não terá mais o controle que outrora tinha. O horário de dormir muda (algumas vezes nem acontece) e ir ao banheiro quando sente vontade é um luxo antigo, bem como lavar os cabelos. A receita de um litro de água por dia triplica. Alimentação saudável não é mais uma escolha e assume o caráter de dever. “A privação do sono eu diria que é a questão mais difícil, pois ela agrava todas as outras situações”, opina Adelia em uma espécie de desabafo na posição de quem já passou por isso.

Mariana, mamãe de primeira viagem, comenta sobre outro sofrimento característico do puerpério. Ela sentiu as dores oriundas do aleitamento. “Clarice arrancou um pedaço do meu peito”, revela em tom de espanto. O ginecologista explica que isso ocorre pois as mamas ficam túrgidas e sensíveis. Para evitar as dores sentidas por Mariana e tantas outras mães, ele recomenda uma boa pega. “Assim reduzimos as dores que ocorrem no ato de amamentar e também fomentamos uma produção de leite”, afirma. A mãe precisa observar como seu filho suga para então orquestrá-lo.

Outro fenômeno desconfortável percebido por Mariana foi o fluxo de sangue vaginal. Rodrigo revela a origem desse sangramento. “Uma ferida se forma na região logo que a placenta se separa do útero. A cicatrização ocorre lentamente e por isso observamos a saída de sangue”, esclarece. O médico ainda acrescenta que essa secreção muda com o passar dos dias e adquire aspecto amarelado. Diante das variações físicas que acometem a mulher, seu estado psicológico se abala. O humor de Mariana despencou. “Eu me senti sozinha e minha autoestima ficava lá embaixo. Além disso, pensava em muitas coisas que me deixavam triste”, confessa. Mesmo após dois meses desde que sua filha nasceu, ela ainda não se considera plenamente recuperada. Para ela, o puerpério continua.

Com o objetivo de minorar as dificuldades enfrentadas por Mariana, a doula recomenda um plano pós-parto para determinar quem estará ao lado da mãe. “Essas pessoas devem estar dispostas a ajudar e não julgar. Acolher as decisões e não determinar o que a mulher deve ou não fazer”, realça. Uma mãe bem orientada e acolhida tem grandes chances de ter um puerpério mais suave. A doula, mãe de dois, acredita piamente que rede de apoio é a palavra-chave. Essa rede não é composta apenas por parentes e amigos que auxiliam nas tarefas diária. É preciso estar cercada por profissionais de confiança.

A doula faz uma observação importante: as mulheres acham que elas devem sentir amor incondicional pelo bebê logo nos primeiros dias. Surpresa! Isso nem sempre acontece e foi assim com ela mesma. Para não virar paranoia é bom saber que isso é normal. Adelia gostaria que todas as mulheres soubessem que não precisam dar conta de tudo. “Elas precisam de colo para poder dar colo. Para que elas cuidem dos filhos delas, precisam que alguém cuide delas e as acolha”, diz. Afinal, só podemos dar aquilo que temos.

Segredinho da vida boa

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via amelhoramigadabarbie.blogs.sapo.pt

Estive pensando pra que raios as pessoas se apaixonam hoje em dia. Não que esteja apaixonada, na verdade faz muito tempo que isso não acontece, e por isso mesmo estive pensando pra que raios as pessoas se apaixonam hoje em dia. Realmente aprecio organizar as coisas, mas quando se trata de organizar ideias isso não funciona comigo… Então vamos por partes. O que é, afinal, apaixonar-se? Enamorar-se de alguien, fall in love!

De acordo com os dicionários a definição é ter interesse vivo, empolgar-se por algo, despertar paixão. E o que é paixão? Entre várias respostas, o resumo é “uma espécie de amor efêmero”, que quer dizer passageiro. Mas não faz sentido porque é possível se apaixonar pela mesma coisa constantemente. Ou isso já seria amor? Hmmm, não, amor parece ser algo a mais. Vamos então dizer que é tipo amor, só que diferente deste, pode ter um prazo.

Ok, vamos a alguns exemplos práticos. Eu era apaixonada por um garoto chamado Gabriel Christian (lembro-me ainda do poema mais tosco que escrevi na vida: “Gabriel, seus olhos cor de mel”… estritamente tosco). Isso foi na quarta série. Hoje eu não sou apaixonada por ele. Oras bolas, não cultivei isso. Não me encanta mais. Aliás, Gabriel, se acaso ler isso, não quer dizer que não gosto de você, veja bem… Era muito legal quando você ligava lá em casa. Sucesso aí na sua vida. Bem, fui apaixonada nessa mesa época se não me engano, por aquela novela mexicana RBD. Um pouco depois disso por animes. Fases, fases, muitas fases da vida.

Mããs, existem paixões que nunca morreram. Os livros, a escrita, os desenhos gráficos, as barbas, a família e muitas pessoas – mesmo as que nunca mais vi. Vou ser mais clara. Sou apaixonada por uma amiga chamada Aline Paiva, ela é uma carioca delicinha, boa de cia. Eu vi ela em 2012 e tivemos um intervalo de 4 anos até nos encontrarmos novamente, mas quando me encontrei com ela tinha o mesmo interesse, ainda me empolga.

Pensando nisso, quase chegando a minha conclusão, me acompanhe. Paixão existe sem amor, mas amor não existe sem paixão. E a gente se apaixona por aquilo que nos faz bem. De coisas simples como banhos quentes até uma inspiração em pessoa. Isso parte de gostar, apreciar, primeiramente. Muitas pessoas reclamam por aí (e parecem ser muitas pessoas mesmo, pelo tanto de posts que compartilham nas redes sociais) que sofrem muito por paixões.

Sabe por que isso acontece? Porque elas se esqueceram do mais importante. Apaixonar-se é apreciar, ter interesse e estar empolgado com algo, e isso tem a ver com seus próprios gostos. Quero dizer que a primeira paixão é você mesmo. Quando você se apaixona por si mesmo sabe se apreciar, se empolga com seus gostos e sobretudo se respeita. Aliás, se apaixonando por si mesmo você sabe seu valor. Deixa eu te contar um ultimo segredinho: seu valor é imensurável, é sangue o preço do perdão, do maior amor e maior paixão.

Se você fosse vendedor de alguma loja e quisessem te dar uma pedra de rua por um objeto de dez mil reais, obviamente aquela pessoa sairia de mãos vazias. Então porque quando alguém nos oferece um valor inferior a cruz aceitamos esmolas?

As “mina” no office

A cultura delimita padrões para as pessoas desde quando nascem. Rosa para as meninas, azul para os meninos. As brincadeiras são direcionadas aquilo que provavelmente será seu futuro. Meninas brincam de casinha, “comidinha”, de ser mãe ou professora. Meninos brincam de carrinho, policia e ladrão ou futebol. Por esses motivos e alguns outros desconhecidos, as mulheres foram vistas por muito tempo como sexo frágil ou incapazes de exercer “trabalhos masculinos”. No entanto, elas estão quebrando as regras, arregaçando as mangas e mostrando sua força e capacidade, que não é diferente deles.

Mulheres constroem o futuro 

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Regina, pedreira

 

O Projeto Colher de Pedreira aconteceu em 2010 com o intuito de capacitar mulheres para o trabalho em obras de construção civil. A inciativa do Centro Dandara foi financiada pela Petrobras e acolheu mulheres que desejavam ter a obra como profissão e também aquelas que queriam fazer as próprias reformas em casa. O curso durou três meses e ainda hoje, sete anos depois, existe briga para aceitar as pedreiras no mercado de trabalho.

Regina Celly foi uma das mulheres que participou do projeto. Seu pai trabalhava na construção civil, e desde os nove anos de idade ela o ajudava. Em 2007 fez um curso de diagramação de ferragem, pela Petrobras. “Mas não tinha mercado pra mulher”, declara. Então ela saiu de São José e foi para São Paulo onde ficou três meses trabalhando na obra. Voltou para a sua cidade a fim de fazem um curso de pedreira assentadora, uma qualificação profissional.

Ela conta que a mão de obra feminina é menos valorizada e mesmo sendo mais detalhista, no mercado exigem que seja mais barata. Isso quando uma mulher é escolhida para a construção civil, o que não acontece na maioria das vezes. “Quem me conhece fica comigo mesmo”, afirma, segura da sua competência. Competência essa que nem todos reconhecem, simplesmente por ela ser mulher. Regina conta que certa vez foi entregar um currículo na construção civil, pois estavam precisando de mão de obra. O homem que recebeu seu certificado perguntou se ela era pedreira mesmo e se sabia pegar na colher. “Virava chacota, tive que provar meu potencial, minha capacidade”, relembra a profissional.

Hoje Regina é autônoma, não por escolha, mas porque não conseguiu serviço registrado como pedreira. Ela que faz desde o grosso até o acabamento e já construiu casas, escuta sempre a mesma desculpa: “tem que ter banheiro adaptado pra mulher, uma estrutura voltada pra ela…”. Mas isso nunca a impediu de continuar. A pedreira gosta de ver o chão e tudo que foi feito pelas suas próprias mãos. Ela gostaria que todas as mulheres confiassem na sua capacidade, no seu potencial e nunca duvidassem do seu poder.

“Nós parimos, construímos e dirigimos esse mundo. Nós existimos e somos 52% da população, ainda sento tratadas como minoria”, diz.

Regina afirma que é um trabalho como qualquer outro e que a mulher tem tanta força quanto o homem para tal.

Mulheres dirigem sua própria vida

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Agda Oliver, mecânica e empreendedora

Agda Oliver comprou seu primeiro carro em 2008. Seus amigos lhe disseram que precisava fazer revisão, pois era usado. “Na época achava que carro era só colocar gasolina e pronto!”, conta. Seguindo o conselho dos mesmos, procurou a oficina “mais bonitinha” e pediu para o mecânico dar uma checada. Ele mal olhou para Agda e disse que o carro precisava trocar algumas peças. Pela forma como ele explicava o que estava acontecendo, ela se assustou, achando que seu carro era uma bomba que poderia explodir a qualquer momento com ela dentro.

A até então bancária pagou por volta de 680 reais no serviço que durou apenas uma hora. Na volta para o trabalho quando compartilhou com os amigos como foi no mecânico, eles riram dela. “Me falaram que mulher não levava carro em oficina”, afirma. Com a nota de garantia em mãos, foi alertada de que algumas peças que foram “trocadas” sequer existiam no seu carro. Ficou chateada e resolveu estudar, mas no fim, inesperadamente, se apaixonou. A empreendedora percebeu que era um bom nicho de mercado e dois anos depois de ser enganada, abriu a primeira oficina mecânica do Brasil para mulheres.

Mesmo sendo profissional, declara que já sentiu preconceito e ainda sente. “Há pessoas que chegam na oficina e não querem, não acreditam no nosso trabalho”, revela. A Oficina “Meu Mecânico” tem homens e mulheres atendendo, mas acontece de clientes não se sentirem confortáveis em serem atendidos por uma mulher. “É chato, mas respeito! Aos poucos vamos mostrando que somos capazes e sempre conseguimos reverter a situação”, diz.

Agda ama o que faz. Gosta da máquina e gosta das pessoas, e no seu trabalho consegue ligar as duas coisas. Felizmente tem sido reconhecida em Ceilândia (BSB), onde já ganhou premiações e viagens, além de ter sido entrevistada pela Fátima Bernardes, Roberto Justus, Sabrina Sato, Pequenas Empresas e Grandes Negócios… E a lista continua. “Isso marca e motiva”, comenta alegre. Com essa visibilidade se tornou palestrante e hoje viaja por todo o país contanto sua história e ensinando as mulheres a cuidar do próprio carro. “Isso me realiza como pessoa”, declara.

Lugar de mulher é onde ela quiser

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Naomi, barbeira

Naomi Nishida sempre gostou de cortes de cabelo. Ela já tinha trabalhado como auxiliar de cabeleireiro e seu sonho era ser hairstylist com foco em cortes. Nishida queria desenhar o rosto das pessoas, e acredita que os estilos de cabelo podem fazer isso. “Quando descobri cortes de barba e o quão eles mudam o rosto vi que era com isso que eu queria trabalhar, era isso que eu queria fazer”, declara.  Ela trabalha no Circus Hair em São Paulo, um salão da beleza cuja identidade é alegria, diversidade e encanto. Ao invés de terem mulheres barbadas, o Circus tem as mulheres barbeiras. São quatro meninas que atendem a agenda normalmente como qualquer profissional.

A barbeira conta que não sofre preconceito na área, pois o mercado está abrindo portas.

Mesmo assim, no início o cliente ficava receoso de deixar o corte nas mãos de uma menina jovem. “Mas essa preocupação logo acabava assim que ele olhava o resultado”, diz.

Para ela, apesar dos pesares essa geração dá oportunidade de poder trabalhar, ser e ter o que quiser. “O que mais me marcou no trabalho foi ter o poder de falar e mostrar o que eu sei, sem que os outros subestimem ou dividem do que eu faço”, afirma.

Mulheres não precisam ser donas de casa, se elas quiserem podem construir a sua própria casa. Mulheres não precisam entender de maquiagem e sapato, se quiserem podem entender de carro e empreendedorismo. Mulheres não precisam ser subestimadas, elas sabem o que estão fazendo. Renata, Agda e Naomi são exemplos de que o gênero não delimita os sonhos de alguém. Isso quer dizer que o ser humano é capaz de trabalhar no que desejar, pois o ser humano tem força, vontade e competência de ser o que quiser ser.

A descoberta do Trappist-1 e o que isso tem a ver com a sua vida

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Ilustração via society6.com

Recentemente foi descoberto um novo sistema planetário. A TRAPPIST-1 é uma estrela Anã-vermelha com apenas 8% da massa solar e temperatura em torno de 2500 Kelvin. Isso significa que é cerca da metade da temperatura solar. A estrela anã “superfria” foi observada pela primeira vez nos anos 90. Em 2015 foram observados três planetas orbitando TRAPPIST-1 e desde então as observações continuaram com telescópios na terra e no espaço. Depois mais quatro planetas “entraram na roda”, totalizando sete. São eles: TRAPPIST-1 B, C, D, E, F, G, e H.

O mestre em ensino de astronomia e coordenador de divulgação da ONG “The Planetary Society”, José Roberto de Vasconselos Costa cedeu uma entrevista para explicar a relevância do fato para nós, meros seres humanos, mesmo que isso não envolva algo como Interestelar ou Star Wars.

Lia Costa: Por que as pessoas “comuns” deveriam se importar com a descoberta do novo sistema solar?

José Costa: A palavra planeta significa “errante”, porque constatamos há muito tempo que esses astros se deslocavam todas as noites pelo céu de um jeito diferente. A curiosidade humana nos levou a examiná-los melhor, pouco a pouco. Durante todo esse tempo fomos elaborando mitos, modelos e teorias num esforço de compreender o que se passava.

Num primeiro momento, o que acontece em Trappist-1 não traz nenhum retorno de caráter “prático” para os desafios diários da esmagadora maioria de seres humanos. Mas quando, no século 19, o matemático escocês James Maxwell elaborou equações que relacionavam a eletricidade com o magnetismo também não havia qualquer retorno prático possível para a sociedade daquela época. Hoje, ninguém fala ao celular, vê TV ou acessa à internet sem fio se não fosse por aquelas equações.

LC: Essa descoberta significa que em alguns anos os seres humanos poderão se mudar de planeta ou resgatar recursos como água?

JC: Não. Tecnologicamente estamos muito distantes da possibilidade de fazer viagens interestelares, ou seja, ir de um sol para outro. Enviar, hoje, uma nave não tripulada (portanto mais rápida) para Trappist-1 significaria esperar vários milênios até sua chegada. A empreitada é inviável com a tecnologia atual.

Por outro lado, poderíamos mandar mensagens (sinais de rádio que se deslocam à velocidade da luz) na esperança de que alguma espécie nesses mundos tivesse evoluído ao ponto de captar e decifrar esses sinais. Nesse caso, como o sistema de Trappist-1 está a 40 anos-luz de distância, o sinal levaria “apenas” 40 anos para ir e outros 40 para recebermos a resposta.

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LC: Quais são os próximos estudos necessários sobre o Trappist-1?

JC: Identificar a composição das possíveis atmosferas desses planetas e melhor avaliar as possibilidades de haver vida neles. Trappist-1, pela proximidade, quantidade de planetas e distância da estrela mãe, será um excelente “laboratório” para testar e obter novos conhecimentos em busca da nossa capacidade de detectar mundos habitáveis. Mas é sempre importante mencionar que a intenção da comunidade científica não é enviar naves tripuladas para eles (pelo menos não neste século).

LC: Muitos filmes e quadrinhos falam sobre planetas diferentes e a relação deles com nós, humanos. Na realidade existiriam guerras por esses planetas e a sobrevivência neles?

JC: Difícil saber! O que levaria uma espécie inteligente a invadir outro mundo? De um lado, a escassez de seus recursos naturais poderia ser uma possibilidade. Mas isso também não esgotaria as chances de empreender essa tal viagem bélica pelo espaço?

A julgar por nós mesmos, ir ao espaço é sempre caro e difícil. Só fomos à Lua, por exemplo, quando os meios para isso eram quase ilimitados e havia uma disputa por hegemonia política em curso. Havia motivação e dinheiro. Acredito que tem de haver a mesma coisa para irmos para outros mundos – e “eles” virem para cá.

Não é impossível, é claro. Mas também não deve ser rotineiro, senão já teria acontecido. A Terra tem humanos há poucos milhões de anos, mas é habitada há pelos menos três bilhões. Em alguns momentos, esse planeta foi mais exuberante e mais cheio de vida que agora (por mais incrível que pareça essa afirmação!). Mas nada indica que ele foi conquistado por extraterrestres. A não ser que os extraterrestres sejamos nós mesmos…

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 LC: Há mais algum comentário ou informação sobre o assunto que seja pertinente e eu não tenha perguntado?

JC: Sobre Trappist-1, acho curioso mencionar a idade da estrela: cerca de meio bilhão de anos (em comparação, o Sol tem cerca de 5 bilhões). É muito pouco se considerarmos o tempo que a vida levou aqui na Terra para evoluir até o nosso estágio de “inteligência”. A vida, se existir em alguns dos mundos de Trappist-1, pode ser formada apenas por micróbios!

Por outro lado, é excitante essa época em que vivemos! Há pouco mais de uma década não tínhamos a confirmação da existência de sequer um único planeta fora do Sistema Solar. Hoje eles são milhares – literalmente. E casos como o de Trappist-1 indicam que descobertas espetaculares vão continuar nos surpreendendo.

Gostaria de terminar citando Carl Sagan, que muito influenciou a minha carreira. Em certo momento ele disse:

“Em algum lugar, alguma coisa incrível está esperando para ser encontrada”.

Que bom que somos animais curiosos e que estamos descobrindo lugares e coisas incríveis o tempo todo!

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Grande irmão!

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Foto via smileandup.blogspot.com.br

Alô Alô, Pedro Bial tá lendo isso aqui? Relaxa, não é crítica não, só uma sugestão. Rurum… Vamos lá.

Pensa aqui comigo… Em condições gerais as pessoas que vão para o Big Brother Brasil (por que raios não tem o título em português?) não tem nenhuma deficiência ou dificuldade gigantesca que as impossibilite de trabalhar. Claro, quem somos nós, meros telespectadores seres humanos para julgar alguém? Por isso mesmo eu disse “em condições gerais”. Cá entre nós, quem realmente precisa daqueles papéis coloridos que valem uma nota alta (ou nem tanto assim, porque hoje em dia né…) são outras pessoas. Óbvio, todos precisamos de dinheiro, mas me refiro a um grupo de pessoas específico.

Imagine só um BBB onde as pessoas selecionadas fossem pessoas que são margens da sociedade e não conseguem emprego de jeito nenhum. Ou seja, pessoas que realmente precisam de um empurrãozinho e visibilidade. Oportunidade. Se tirassem os moradores de rua, por exemplo, e colocassem eles lá com banho e comida para conviverem entre si, aprenderem um com o outro e sobretudo ter testes e avaliações para cada um descobrir seu dom, talento e desenvolver isso após o programa quando sair de lá empregado. Além disso, durante a estadia eles podiam ser alfabetizados e tudo mais. Podiam colocar lá as mães que nunca conseguiram voltar para o mercado de trabalho, os anãos, os cadeirantes, os surdos etc e tal. Essas pessoas que são ridiculamente excluídas por suas características.  Aí seria bom sair, porque sairiam os que fossem ser empregados. E não vale serviço escravo, é mudança de vida mesmo!

Não seria ótimo um show de realidade que mostrasse como todos nós somos simplesmente seres humanos, e todos irmãos? Irmãos. Com dois olhos ou um só, com todos os membros do corpo ou com as pernas faltando. Ouvindo a música ao redor com os próprios ouvidos ou com o coração, sendo a mulher versátil que você respeita.

Não seria esse o Grande irmão?

 

Criatividade e simplicidade na arte de Javier Pérez 

  
Bom dia, boa tarde ou boa noite pra você que está aqui nesse cantinho a fim de fazer uma boa leitura. Chega mais, pega um chá, um biscoito e sinta-se em casa! 

Gostaria de compartilhar com vocês a oportunidade e privilégio que tive de receber um giveaway de um dos artistas que mais gosto! Javier Pérez é um designer equatoriano dono de uma mente extremamente criativa e simplicidade cativante. Hoje em dia ele vive em Barcelona, na Espanha. 
  
Para conhecer um pouco mais sobre ele, melhor deixar ele falar! Então fiz uma rápida entrevista para introduzir você a esse artista. 
Lia Costa: A sua primeira exibição individual foi no mesmo ano que nasci. Então parece que você faz arte a tempos! Alguma coisa no seu olhar, mãos ou mente mudou desde então? 

Javier Perez: Desde 2013 estive trabalhando continuamente no meu estilo. Sempre estou buscando a maneira de comunicar de forma mais simples possível. 
LC: Seu trabalho é muito criativo. A simplicidade chama atenção para uma mente brilhante! Quais são suas referências? 

JP: Minhas referências são: Red Hong Yi, Brock Davis e Isidro Ferrer.
LC: o menino com balões de uva foi capa da revista National Geographic. De tudo que você já conquistou, o que mais aprecia? 
JP: O que eu mais gosto é que as pessoas apreciem minhas ideias. Tudo isso me dá motivos para continuar trabalhando cada dia. 
LC: você sempre quis ser um artista? O que da sua infância ainda está no seu trabalho? 
JP: Não me considero um artista, mas desde pequeno sempre gostei de criar. Desenhava constantemente desde criança. Inventava personagens, criava quadrinhos. Tinha uma grande paixão por criar. Mas quando entrei na universidade e comecei a trabalhar, deixei de fazer isso. Estive alguns anos sem desenhar e me sentia triste por ter dado às costas a esse pequeno talento que tinha. Agora estou feliz por fazê-lo todos os dias. 

LC: a arte é expressão de si mesmo. Uma forma de gritar. Olhando sua conta no Instagram ou qualquer galeria, podemos ter uma ideia de quem você é. Mas o que você está gritando para o mundo? O que você mais expressa? 
JP: sim, quando você vê a galeria de um artista pode perceber quais são os seus interesses e medos. Em meus trabalhos pode ver o que me motiva: minha infância, o jogo e a curiosidade pelas formas e objetos. 

  
LC: mais uma coisa… Por que Cinta Scotch? (Risos) 
JP: foi um pseudônimo que inventei para um concurso de conto e poesia que tinha no meu colégio quando tinha uns 14 anos. Queria que fosse um absurdo e fora de contexto. Durante o recreio eles leram os ganhadores na frente de todos os alunos. Eu tinha ficado em segundo lugar e quando leram meu pseudônimo todos riram. Desde então me considero como um “buen augurio”. 

DIY – Marca página da mãe natureza

Bom dia, boa tarde ou boa noite para você que está lendo aqui este super tutorial patrocinado pela Lidiane Coutinho, uma amiga super criativa! Sou super feliz pelas amizades que Jesus me deu, diga-se de passagem. Dá uma olhadinha nessas mãos talentosas:

 

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Este marca-páginas da mãe natureza está sendo usado nos Diários com Deus, clique aqui para ver o tutorial das agendas. Agora confira o passo a passo da Lidi:

Você vai precisar de:

> Flores e folhas

> acetato

> Papel Contact

> tesoura

> Furador

> Fita ou barbante

> Criatividade

 

Bora lá:

  1. Pegue florezinhas e folhas. Coloque-as dentro de um livro grosso e deixe lá durante mais ou menos dois dias para que sequem.
  2. Pegue um pedaço de acetato e risque nele com caneta permanente o formato que quiser dar ao marca-páginas. Corte.
  3. Pense como quer a disposição das flores e folhas. Corte o papel contact mais ou menos do tamanho do acetato.
  4. Cole a disposição das flores e folhas ao contrário, de forma que a parte “bonitinha” fique de frente para a cola do papel contact.
  5. Coloque o acetato em cima e recorta no formato que quiser.
  6. Fure com furador e coloque fita ou barbante
  7. Use a abuse!

 

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 Este post é um patrocínio de Lidi Lidi, uma amiga marincrível!

#Vejofloresemvocê

Cara limpa (a tapa)

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Em um banho qualquer (sempre os banhos), estava pensando em como eu realmente não gosto de passar maquiagem. Ou maquilagem, que seja. Isso porque eu fui “obrigada” a passar rímel e aquela desgraça não saía por nada. Enfim.

Acontece que o meu rosto é o meu rosto. Não tem que contornar nada, mesmo que as vezes dê vontade de >>maquiar<< a minha cara. Mas aí está onde quero chegar: maquiar uma coisa que eu não sou.

(Ah, AVISO IMPORTANTE: Isso não é uma crítica a maquiagem, se quiser usar use, estou falando o motivo de eu não gostar de usar. E estou falando de maquiagem todo dia, tipo aquela coisa que você não sai do quarto sem desenhar outro rosto).

Continuando… Por exemplo, se quero melhorar a minha cara porque tenho olheiras, posso passar um corretivo ou seja lá o que se passe para tapar olheiras. Mas eu vou estar tapando o problema e não resolvendo ele. Oras, a olheira significa que tenho dormido mal ou vivido uma rotina estressante e preciso prestar atenção nesses detalhes. Se meus lábios estão secos ou pálidos, o batom vermelho pode me deixar parecendo mais viva, mas não vai me fazer estar mais viva. Isso é ruim, porque eu não cuido de mim mesma, mas somente da minha aparência nesse caso.

Mas o motivo principal, que sempre me faz questionar o que faz a galera gostar tanto de uma make é que depois que acabou a festa, a reunião, o dia… Tem que tirar. E quando saí toda aquela vivacidade e cor pelo ralo da pia é triste, você vê no espelho quem você é, simplesmente você, linda do seu jeito. Mas sua visão está tão deslumbrada com uma versão falsa de si mesma que não vê essa singela delicadeza. Não sei você, mas quando eu tiro a maquiagem é desanimador. Os olhos parecem cansados, a pele pálida e etc. Mas aquela pessoa que tinha maquiado não existe. Quem existe sou eu, com as minhas sardinhas, de nariz rebitado etc e tal. Eu. E isso é lindo.

Eu realmente gosto de me sentir mais bonita para sair, claro. Gosto de como o rímel deixa meus olhos maiores e mais brilhantes. Mas se falta brilho, o rímel não resolve o que está “faltando”. Disse “faltando” com aspas porque na verdade isso nem está faltando. Agora, prestenção:

Independente de quem você seja, seja você. Pode passar maquiagem, vai fundo! Mas aceite quem está debaixo do pó, do raio que o parta que não sei tanto o que se passa no rosto… Goste mais de você do jeitinho que é do que o contrário. Você é maravilhosa e maravilhoso simplesmente por ser você. O seu rosto ninguém mais tem, é único. E isso é lindo, é maravilhoso. Se algo lhe incomoda, como espinhas ou olheiras, resolva o problema ao invés de maquia-lo. Repito, não estou fazendo uma campanha contra maquiagem, mas um pedido de aceitação. Aceite seu rosto, aceite suas peculiaridades, o desenho que o Criador fez. Ele te fez do jeitinho certo.

Piano Tiles e a vida

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Foto de pianotiles2.wordpress.com

Estava eu jogando Piano Tiles quando parei para pensar (olha a pessoa de humanas). Estava ficando irritada porque o jogo é de velocidade, bem dizer, então isso não me deixava aproveitar a música (olha a virginiana). Quer dizer, sem o tempo certo as músicas ficam atropeladas e não faz o maior sentido. Tá, faz até um sentido porque dá para identificar, mas perde aquele gostinho da emoção, tempos etc e tal.

Então, o tempo. O tempo é uma coisa importante, muito importante. Sem tempo a música perde a graça. Vai cantar uma música no tempo errado, fica desafinado, todo mundo percebe que tem alguma coisa acontecendo. O tempo é necessário e a correria, a pressa, a sede, nem sempre ajudam a fazer boa música. Fazer boa música, no piano (falou a pianista), significa ter noção de que as vezes precisa ser intenso, forte e rápido e outras vezes mais calmo, brando e devagar. Aliás, nada disso é sem pensar, tem toda uma lógica. Música é demais. Quem faz música é demais e entende o que quero dizer com tudo isso. Pois bem, a vida é demais. Quem criou a vida é demais e entende o que quero dizer com tudo isso.

Não adianta correr. Correr não faz sentido. Uma música inspiradora é apreciada de olhos fechados, mas uma vida inspiradora é aproveitada de olhos bem abertos.

 

OBS: Isso não é demérito algum ao jogo, eu amo esse jogo :B mas é só filosofiLia mesmo.

As drogas que inventamos para nós mesmos

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Ilustração via Vila Mulher

De alguma forma, somos o que comemos. Se alguém escolher comer uma laranja, vai ingerir vitamina C, por exemplo. E se escolher comer chocolate, outros nutrientes estarão presentes e ausentes. O que alguém come forma quem ele ou ela vai ser e é. A comida mostra gostos, peculiaridades e vícios. Este último aspecto, o vício, é onde o prazer de comer não tem um fim tão gostoso.

A mãe de Ana Vieira é doceira, mas não é tão chegada em doces como ela, que se considera uma formiguinha. “Minha casa tem cheiro de açúcar”, conta a estudante de tradutor e intérprete. Ana já tentou parar de comer doce, mas sem sucesso.  Para evitar o açúcar, ela come mel todos os dias. A ideia de temperança vem de princípios de saúde, pois ela sente que quando come menos doce tende a ficar mais disposta. Uma vez, Ana tentou cortar o açúcar por conta própria e não passou bem, porque o corpo estava acostumado a receber a dose diária. Na segunda vez não aguentou as crises de ansiedade e voltou a comer doces de forma moderada. “Estou comendo no mínimo seis frutas por dia, então o açúcar em si não faz falta. E aí o chocolate nessa guerra contra o açúcar é o vilão”, revela. Ana não é a única nesta situação.

Como o corpo se vicia? A nutricionista Michelle Fernandes explica que a dependência de alguma substância acontece quando existe um ato submisso repetitivo. Por exemplo, se toda vez que alguém está com dor de cabeça ou irritação buscar certo tipo de alimento, quando essa busca não acontecer, o corpo produz uma dor de cabeça ou uma irritação para que a substância seja ingerida. Parece desesperador, mas existe uma solução. Quem sempre busca café quando está estressado, deve buscar uma maçã ou beber água nessa situação até o corpo entender essa mensagem. No caso de Ana, o açúcar fazia parte da rotina, e a quebra repentina causa abstinência.

Um dos alimentos cujas pessoas se viciam com facilidade é o chocolate. Ele está em todos os tipos de doces, e até mesmo em alguns salgados como cachorro quente. Chocolate é companhia de momentos bons e ruins. Mas por que ele é tão agradável ao corpo? A nutricionista Rita Cherutti conta que o chocolate eleva a serotonina, que é a endorfina do prazer instantâneo. “As mulheres tem muito mais alterações hormonais do que os homens, então a baixa endorfina as faz procurarem fontes com mais serotonina”, continua. Outras fontes dessa endorfina, segundo a doutora, são as carnes. O cachorro quente com chocolate começa a fazer mais sentido.

Rita revela que isso acontece porque os receptores do açúcar, por exemplo, são os mesmos receptores de algumas drogas. O incentivo que alguém dá ao corpo de comer açúcar com frequência cria um ciclo de restrição, privação e o desejo de comer mais. Ou seja, “dá alivio de comer aquela substância, depois a famosa bad e a vontade de comer mais”, explica.

Para não errar a regra é clara e simples: ponderação, temperança. “Não tenhas por perto se tu sabes que não podes te controlar”, aconselha Cherutti. A doutora ainda ressalta um assunto importante: muitas vezes as pessoas procuram certos tratamentos pautados em corpo alheio. Ela afirma que todos podem querer ser melhores, mas realçando o que tem de melhor e não o que o outro tem de melhor. Cada corpo é diferente e deve ser respeitado na sua singularidade. “Desta forma o tratamento vai ser mais efetivo e tu vais conseguir atingir melhor seus objetivos”, conclui.

Para o psicólogo Bruno Pereira, o vício é como uma defesa contra algo mal resolvido no psiquismo. “Quando não existe autoconhecimento, nossa vida é influenciada pelo inconsciente”.  Os vícios não são em si o problema do indivíduo, mas o sintoma de algum conflito psíquico. Muitas pessoas se refugiam nos vícios alimentares por eles serem mais aceitos socialmente do que drogas ilícitas e não tem consciência dessa compulsão. Bruno afirma que “é importante enxergar além do sintoma e ver a causa”. Para conter os vícios a palavra-chave é autocontrole, que é adquirido pelo autoconhecimento.

Segundo a psicóloga Dulce Almeida, a pessoa está na verdade substituindo a dor pelo prazer, e o problema maior é que o ciclo vicioso tende a ficar mais forte, pois esse hábito aprendido é seguido por uma gratificação emocional, como alívio de ansiedade. Ela conta que “esses comportamentos compulsivos proporcionam algum alívio das tensões emocionais, mas não se adaptam ao bem estar mental pleno”. Dulce afirma que é fundamental querer largar o vício e procurar ajuda profissional para tratar de uma possível depressão ou ansiedade mascarada.

É um ditado popular que tudo que é demais faz mal. Além da pessoa ter a possibilidade de estar escondendo um sofrimento atrás de uma montanha de comida (ou até mesmo a falta dela), a má alimentação causa muitos danos para a saúde a exemplo de hipertensão e diabetes. “Devorar um bolo, um pote de sorvete ou uma lata de leite condensado inicialmente traz prazer, mas depois vem uma sensação de impotência perante a vida”, continua Dulce. Segundo a doutora, isso aumenta o sentimento de fracasso diante de situações infortunas.

Dulce afirma que não existe um motivo exato para comportamentos compulsivos. Eles podem acontecer por insegurança, questões individuais do passado e até mesmo razões biológicas como o funcionamento orgânico. Além de má alimentação, as pessoas tendem a exagerar em bebidas alcoólicas, drogas, escapismo social, consumismo e inclusive fazer exercício físico demais entre outros excessos.

Os cuidados são a mudança de estilo de vida, reeducação alimentar e em alguns casos medicamento – com prescrição médica. O mais aconselhável pelos médicos é a atividade física, pois libera endorfina que dá a sensação de prazer podendo substituir a serotonina.